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Os filhos
Mas nem só de herdeiros postiços vive uma eleição. Filhos de políticos famosos estão tentando consolidar os próprios nomes (mesmo usando os nomes dos pais).
É o caso, por exemplo, de Ricardo Izar Jr, filho de Ricardo Izar (1938 – 2008), e candidato a deputado federal. “Quando eu era criança, só ouvia gente falando mal de políticos. Mas eu tinha meu pai como referência. Depois de sua morte, senti que as pessoas queriam que eu continuasse seu trabalho”, fala.
Gustavo Herrmann, filho de João Herrmann (1946-2009), e candidato a deputado federal, conta que sente a pressão da grife paterna, mas que é diferente do pai. “Claro que ideologicamente somos parecidos. Mas temos personalidades diferentes. Meu pai era mais bem-humorado. Eu já sou mais contido”, diz.
Victor Kobayashi, filho de Paulo Kobayashi (1945-2005), que disputa vaga na Assembleia Legislativa, afirma que muitos eleitores e amigos de seu pai costumam cobrar do jovem político, em início de carreira, o mesmo brilhantismo que Kobayashi pai tinha no ápice de sua carreira.“É claro que o sobrenome do meu pai abre portas, facilita minha entrada em muitos lugares. Mas não existe transferência automática de voto. O eleitor quer saber se eu tenho, pelo menos, a mesma capacidade dele.”
Professor e agricultor, Paulo Kobayashi foi deputado estadual quatro vezes e duas vezes vereador. Ele foi o primeiro nissei a presidir a Câmara Municipal de São Paulo e a Assembléia Legilslativa. Na Câmara Federal, assumiu em 2003 como suplente. Foi filiado ao PSDB, PMDB e da Arena. Kobayashi morreu em 2005 em decorrência de um câncer no pulmão.
Nota do site: Paulo Kobayashi na realidade foi deputado estadual três vezes e foi, não só o primeiro nissei, mas o primeiro político a presidir a Câmara Municipal de São Paulo e a Assembléia Legislativa. Para a Câmara Federal foi eleito duas vezes (eleições de 1998 e 2002).



